Amizade & Cia.

[ Domingo, Julho 20 ]


Samba do grande amor



Chico Buarque
1983

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador

Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

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[ Quarta-feira, Abril 30 ]


A LISTA
Osvaldo Montenegro


Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você.


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[ Domingo, Abril 27 ]


Meu novo hobby.
Uma maneira de não dormir tanto, não ficar tanto no PC, não ver tanta TV, não reclamar tanto e produzir algo.






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[ Segunda-feira, Abril 21 ]



Minha História

Chico Buarque
Composição: Lúcio Dalla / Paola Pallottino

Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar
Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar
Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente
E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente, laiá, laiá,laiá, laiá
Ele assim como veio partiu não se sabe prá onde
E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe
DEsperando, parada, pregada na pedra do porto
Com seu único velho vestido, cada dia mais curto, laiá, laiá,laiá, laiá
Quando enfim eu nasci, minha mãe embrulhou-me num manto
Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo
Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher
Me ninava cantando cantigas de cabaré, laiá, laiá, laiá, laiá
Minha mãe não tardou alertar toda a vizinhança
A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança
E não sei bem se por ironia ou se por amor
Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor, laiá, laiá, laiá,laiá
Minha história e esse nome que ainda carrego comigo
Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá
Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz
Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus, laiá, laiá, laiá,laiá



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Funeral de um Lavrador

João Cabral de Melo Neto

Esta cova em que estás com palmos medida
É a conta menor que tiraste em vida
É de bom tamanho nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
Não é cova grande, é cova medida
É a terra que querias ver dividida
É uma cova grande pra teu pouco defunto
Mas estás mais ancho que estavas no mundo
É uma cova grande pra teu defunto parco
Porém mais que no mundo te sentirás largo
É uma cova grande pra tua carne pouca
Mas a terra dada, não se abre a boca
É a conta menor que tiraste em vida
É a parte que te cabe deste latifúndio
É a terra que querias ver dividida
Estarás mais ancho que estavas no mundo
Mas a terra dada, não se abre a boca.


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[ Segunda-feira, Março 10 ]





El miedo


Una mañana, nos regalaron un conejo de Indias. Llegó a casa enjaulado. Al mediodía, le abrí la puerta de la jaula.

Volví a casa al anochecer y lo encontré tal como lo había dejado: jaula adentro, pegado a los barrotes, temblando del susto de la libertad.

GALEANO, Eduardo. El libro de los abrazos. Madrid: Siglo XXI, 2005.

Essa historinha tem a ver com recomeçar. A liberdade pode assustar mais do que estar atado a cadeias indesejáveis. E, no final das contas, o ser humano tende a se resignar diante do fato de estar atado, amordaçado, vendo cerceadas sua criatividade e sua liberdade. Mas uma hora o porquinho da Índia se atreverá a deixar a gaiola. Aí, vocês vão ver...





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[ Quarta-feira, Janeiro 2 ]






Não acredito em felicidade. Acredito em momentos felizes. E acho que somos mais ou menos felizes de acordo com a intensidade e quantidade desses momentos.
Cultivar cada um deles é uma arte. Aproveitar de cada um o que tem de bom uma vocação.
Sempre buscar 'estar bem apesar de tudo' um talento...
Mas FELICIDADE, não existe.
Apesar disso, concordo com Drummond: "quem dividiu o tempo em fatias"... foi um Gênio!

E por isso vamos recomeçar. Tomar fôlego, como em uma piscina de vida, e recuperar tudo: ânimo, vontade, idealismo, esperança, crença... de que o próximo mergulho será simplesmente medalha de ouro!!! E aí recebemos um outro "metal" qualquer e...
Mergulhamos com vontade em 2009!!! e depois em 2010, e 2011, 2012... e por aí vai. Até não ir mais!

Mas as "fatias" são muito bem-vindas sempre, com certeza!!!




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[ Quinta-feira, Dezembro 6 ]



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[ Domingo, Novembro 18 ]




Sorri


Sorri, quando a dor te torturar ...
E a saudade atormentar ...
Os teus dias tristonhos, vazios ...
Sorri, quando tudo terminar ...
Quando mais nada restar ...
Do teu sonho encantador ...
Sorri, quando o sol perder a luz ... e sentires uma cruz ...
Nos teus ombros cansados, doloridos ...
Sorri, vai mentindo a tua dor ... e ao notar que tu sorris ...
Todo mundo irá supor ... que és feliz!

(Charles Chaplin)



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[ Domingo, Novembro 11 ]



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[ Sexta-feira, Novembro 9 ]


"A PEDRA...

O distraído tropeçou nela.
O violento a utilizou como projétil.
O empreendedor a usou para construir.
O camponês, cansado, transformou-a numa cadeira e sentou-se.
Para as crianças, foi um brinquedo.
Davi a usou para matar Golias.
E Michelangelo a transformou na mais bela das esculturas.

A diferença não está na pedra, e sim nos homens!"

***

"O que não me mata, me fortalece." Nietzsche

***

"Muitas vezes, quando estamos tristes, também costumamos imaginar que a nossa tristeza é maior do que a tristeza de qualquer outra pessoa. Mas isso não é verdade. Muitas pessoas sentem-se tristes como você, e sobrevivem, e renascem, naquele lugar que existe do outro lado da tristeza. A tristeza é como a queda de uma cachoeira, se você a atravessa, existe um lugar mágico esperando por você do outro lado. Faça da sua tristeza uma passagem para algo melhor. Pense nas lágrimas como um bálsamo que cura feridas antigas, desfaça os nós da sua garganta e deixe que o aperto no seu peito escorra para fora de você."

***

"Podemos ser alguém que resultou apenas do que aconteceu ou do que escolhemos ser e fazer em relação ao que aconteceu"

***

"Ao Pé da Letra
Enforcar-se é levar muito a sério o nó na garganta."
Mário Quintana

***

"Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres, se voltarem foi porque as conquistei e se não voltarem foi porque nunca as tive!!!!!!!!!!!!!!!"

***

Adoro estar cercada de amigos, sair para bater papo, ir à praia, ouvir MPB e dormir MUITO!
Sou preguiçosa e detesto telefone!
Amo escrever sobre tudo, para todos e para mim.
Queria viajar mais, conhecer mais lugares e ter mais tempo para não fazer nada ou fazer o que tiver vontade.

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[ Segunda-feira, Novembro 5 ]


Publicada em 03/11/2007 às 20:03
Inquérito sobre morte de inocente pára no tempo
Gabriela Moreira - Extra



Há exatamente um ano, morria um rapaz cujo único crime cometido foi morar numa favela. Por viver no Jacarezinho, estar sem camisa e com pressa, Bruno Ribeiro de Macedo, de 19 anos, foi confundido com um assaltante e morto por um policial militar, quando parava um táxi para socorrer o pai. João Ribeiro de Macedo, de 77 anos, sofria um enfarte na comunidade e acabou morrendo. Passado um ano, o inquérito que investiga a morte de Bruno ainda nem saiu da delegacia e os culpados pela morte do rapaz estão longe de ser julgados.

A conclusão das investigações, que indiciam o PM por homicídio doloso (com intenção), não foi relatada à Justiça porque a arma do crime, um fuzil 556, ainda não havia sido encaminhada para exame de confronto balístico. Até a última quinta-feira - antevéspera do aniversário das mortes - o fuzil estava no 3 BPM (Méier), onde o PM trabalha. No meio do dia, a arma finalmente chegou à 25 DP (Rocha) e seguiu para perícia.

Responsável pelas investigações, o delegado José Otílio Bezerra afirma que a arma já havia sido cobrada do batalhão. A PM, por sua vez, diz que o fuzil só foi requisitado no dia em que foi entregue, na última quinta-feira.

Com a dor da saudade do marido e do filho, Célia Ribeiro de Macedo, de 60 anos, passou o ano assim como o inquérito que apura a morte de Bruno, parada no tempo.

- Meu filho me faz muita falta. Até hoje continuo esperando o Bruno voltar da pizzaria em que ele trabalhava - diz a mãe, desolada.



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[ Segunda-feira, Outubro 15 ]


PRECISO DE ALGUÉM

Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado; alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odia-lo por isso.
Neste mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nesta coisa misteriosa, desacreditada, quase impossivel de encontrar: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja pouco para as suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:
"Nós ainda vamos rir muito disso tudo"
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher o meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela...

Charlie Chaplin


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[ Domingo, Setembro 16 ]



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[ Quarta-feira, Setembro 12 ]


BORDANDO

Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito.
Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que
estava fazendo. Respondia que estava bordando.
Todo dia eram as mesmas perguntas e a mesma resposta.
Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se
encontrava sentada e repetia:
"Mãe, o que a senhora está fazendo?"
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito
estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes,
compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada.
Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
"Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu
chamo você e o coloco sentado em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da
minha posição"

Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
"Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?"
"Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?"
"Por que estavam cheios de pontas e nós?"
"Por que não tinham ainda uma forma definida?"
"Por que demorava tanto para fazer aquilo?"
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
"Filho, venha aqui e sente em meu colo"
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia
crer!
Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem
maravilhosa!
Então minha mãe me disse:
"Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via
que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado
da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo."

Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: "Pai,
o que estás fazendo?" Ele parece responder:
"Estou bordando a sua vida, filho."
E eu continuo perguntando:
"Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós,
fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são
tão escuros Por que não são mais brilhantes?"
O Pai parece me dizer:
"Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, descontraia-se, confie em
Mim... e Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo
e então vai ver o plano da sua vida da minha posição."

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.
As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.
É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando...



Enquanto isso, fico aqui sem entender nada e com o "bordado" batendo na minha cara; me engalfinho nele e procuro - em vão - uma saída para deixar de lado esse emaranhado de linhas e fios que não me conduzem a lugar nenhum. Parafraseando Cazuza... " São três horas da manhã... vejo o Cristo na janela... Um trem pras estrelas...". Que não pára em estação nenhuma, tem vagões vazios, vai não sei para que estação e me leva sem que eu queira...

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[ Segunda-feira, Setembro 3 ]


Neném

Tom: C7+
C7M F/G
Se você quer pode sentar no meu colinho, neném
C7M Gm7 C9
Eu sou santinho, juro pela minha avó
F7M E7M
Que eu ia só cobrir você com mil beijinhos
Em7/9 A7 Dm7 F/G
E dizer baixinho eu tenho estado tão só
C7M F/G
Mas se você desse um sorriso engraçadinho, neném
C7M Gm7 C7/9
Eu te puxava com jeitinho prá mim
F7M Bm5/7 E7 D9
E começava a te fazer carinho, neném
Em7/9 Dm7/9 C7M
Devagarinho prá não ter mais fim



Ah, se arrependimento matasse... pois é, mas não mata não... Dá é uma dor imensa, daquelas que não tem remédio que cure... Mas arrepender-se de quê? Não do que não se fez, mas das escolhas feitas. E as escolhas feitas são caminhos que vamos escolhendo enquanto caminhamos; sem saber o que vem depois e sem tempo de olhar para trás. E caminhamos. E nossos caminhos nos levam para longe do ideal, do desejado: encontram barreiras e impecilhos que precisam ser contornados e que nos jogam mais para longe ainda da direção que traçamos no papel, na imaginação... Perdi. Perdi o tempo que tive, as oportunidades que tive, os desejos que me tiveram e tudo mais que poderia ser de um jeito e foi de outro. Não tem mais volta. Enquanto isso continuo caminhando. E escolhendo e tudo mais.Melhor mesmo é parar de escolher e "deixar acontecer" para ver o que, de fato, acontece. Deixar o tempo passar sozinho, parar de ficar remando para uma direção qualquer. Esperar o tempo passar e ver onde tudo vai dar. Acordar, dormir, acordar, dormir, ceder a qualquer direção de vento e ir se deixando levar... para ver onde vai dar. Estou cansada - embora não reme há muito tempo. Estou cansada de remar, de não remar... Simplesmente cansada. E não parecer cansada faz parte de "ir se deixando levar". Até ir-se.

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[ Sexta-feira, Agosto 3 ]



Você foi ao encerramento dos Jogos Pan-Americanos? Não? Nâo sabe o espetáculo que perdeu! Pela televisão, até achei a abertura melhor, é verdade, mas o espetáculo dos fogos... Insuperável! Lindo! Emocionante!!!
A despeito das opiniões em contrário, acho que deve ter sido uma decepção para as pessoas que acharam que não daria certo... Foi tudo perfeito!!! Fui muito feliz nesses dias! Adorei tudo! E continuo tendo muito orgulho de fazer parte desse espetáculo como anfitriã de uma cidade tão linda e tão competente!


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[ Sexta-feira, Julho 20 ]





MUITO LINDO!!! Uma obra de primeiro mundo; primeiríssimo! Tudo bem, custou caro, mas, se fosse feito de qualquer jeito, muita gente ia reclamar! Se o Rio tivesse perdido na seleção para sede do PAN, muita gente ia reclamar; se não houvesse infraestrutura para atletas, delegações e torcedores, MUITA GENTE IA RECLAMAR!!! Então... MELHOR RECLAMAR DE BARRIGA CHEIA!!!
É tudo lindo, bem cuidado, banheiros limpíssimos, com sabão líquido, um espaço amplo, de ótima circulação para o grande público... Enfim: uma obra para orgulhar a todos: os que gostaram e os que não gostaram do investimento.
Mas que mania de reclamar, heim!!!
Dei a volta naquele estádio TODO!!! E vc vê bem até do teto!!! Láááááááaáá... em cima da última fileira parece que você está ao lado do campo! Impressionante!!! AMEI!!!


***

Um contraponto a tanta qualidade e uma reflexão...




Fiquei curiosa quando vi na rua hoje, próximo ao Maracanãzinho (onde fui assistir à trágica derrota do Brasil para Cuba no voleibol feminino - mas isso não merece um post... Não o estádio e sua reforma, não... a derrota...) grupos de jovens vestidos de uniforme azul marinho com a inscrição "Guias Cívicos". Fiquei muito curiosa, pois vinha admirando toda a organização e a quantidade de voluntários simpáticos e atenciosos que nos serviam e encaminhavam o tempo todo na direção correta. Foi quando um desses "guias" deu-me um folheto (esse infeliz, aí em cima...). Qual não foi minha surpresa quando ao abri-lo verifiquei estar inteiramente em espanhol - absolutamente dedicado a turistas estrangeiros - e conter informações sobre os cuidados que devem ser tomados na cidade em relação à segurança. Alguns bastante pertinentes, como "Antes de saltar do ônibus ou táxi, verifique todos os seus pertences e documentos" (quero crer que para evitar esquecimentos, e não com medo de ser assaltado pelo motorista...); "Respeite o patrimônio público, ajudando a manter a cidade limpa" (outro aviso importante mesmo para os "nativos"); "Adquira seus ingressos para assistir aos jogos Pan-americanos nas redes autorizadas, evitando a compra de cambistas" (ótimo, acho que devemos evitar as "facilidades" que estimulam a burla); mas... os primeiros ítens do folheto são:

- "Procure sempre andar acompanhado, se possível em grupos, e evite lugares desertos ou mal iluminados, que facilitam as ações dos criminosos"!

- Evite ostentar jóias, dinheiro e também cartões de crédito"!

É bem verdade que, como dizem por aí, "a culpa da paisagem não pode ser da janela", logo, não é uma questão de camuflar perigos reais, mas será que colocar essas duas últimas observações em um folheto distribuído com a chancela e logo do MINISTÉRIO DA JUSTIÇA não seria uma declaração de incompetência do governo de garantir a segurança da população? Uma confissão de incapacidade que coloca na mão do turista a responsabilidade por sua segurança?É a mesma coisa que culpar aquela que foi estuprada por seus trajes!!!

Como se não bastasse, em sua quarta face o folheto traz uma certa "confusão" lingüistica que enseja mais problemas: "Tráfico en Rio online". Bem, é para turistas, e hojestamente não sei se em espanhol nossos "tráfico" e "tráfego" têm a mesma grafia, mas... para mim, que não sou turista, fiquei pensando no anúncio de um site para orientar o turista quanto ao TRÁFICO na cidade... O caos estabelecido.

E não é assim... Pelo menos não como quem está fora da cidade e vê as notícias na TV imagina... E o ambiente dos Jogos Pan-americanos têm dado exemplo disso: policiamento, orientação, iluminação, tranqüilidade (aliás, os mendigos que viviam no entorno do Maracanã ganharam ingressos para os jogos e estão, agora, do lado de dentro, ou tiraram férias da mendicância???) dignos de uma organização primorosa. Mas... me deu um toque de tristeza e revolta saber que passamos atestado de incompetência por escrito. Ainda bem que a ação não tem confirmado a intenção. Ou quem sabe o Ministério da Justiça não acredita mais nessa cidade, quiçá, nesse país? Para aqueles que não acreditam, já diz a sabedoria popular: "a única saída é o aeroporto". Façam sua parte e parem de denegrir a imagem daqueles que querem um lugar melhor para viver aqui mesmo!

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[ Domingo, Julho 15 ]





Uma festa única! Fomos às Finais do Solo Feminino na nova Arena Multiuso inaugurada na Barra da Tijuca. Assistir as competições pela televisão é melhor, mas ir e voltar a este evento NÃO TEM PREÇO!!!!
Saimos de casa às 14h para a casa da Rosangela e do Paulo no Recreio: EU, Cláudia, Roberto, Letiery, Henrique e Elaine. Os SEIS em um só carro... Pensa que estava apertado? NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO
Apertado mesmo é voltar à 1h da manhã esses todos mais: Paulo, Rosangela, Joice, Inácio e D. Guiomar (mãe da Rosangela) em uma KOMBI com mais 4 pessoas, o motorista e o assistente! Conte direitinho: 11 + 4 + 2! Pensa que alguém estava no colo de alguém? NÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOO quem não estava no colo de alguém estava em pé, como EU!!!! Mais que uma lotada: uma ENLATADA!!!! Uma festa só!!!
Achei ótimo! Hoje posso rever tudo pela televisão (da competição), menos as cenas da Kombi; mas a delícia de estar entre amigos, luzes, olas e um lugar lindo (não estou falando da Kombi, sim da Arena!) foi fantástico!!!! VALEU muito! Inclusive o aperto!!!!


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[ Sexta-feira, Junho 22 ]


Tenho uma coisa para a minha vida que faz muito sentido: melhor perder do que nunca ter. Sempre é legal ter tido, mesmo tendo perdido, porque vc tem um monte de histórias e momentos para valorizar. E perder, faz valorizar ainda mais. É crescer. E ter coisas de bom dentro da gente, que ninguém tem.
E quando não se tem nada, são os momentos que passaram que ficam. Cada palavra, cada carinho no meio do turbilhão. E cada vez que disseram que gostavam de você, mesmo que logo depois ou pouco antes nada fosse bem assim.
E um dia tudo acaba. E vc vai embora achando que aquilo era o pior que poderia acontecer. E vc não tem noção do quanto pode ser pior depois e do quão sozinha vc vai ficar por ter jogado fora o que vc achava que não era vida. E vc descobre que vida é ter o que é seu, por pior que seja. Porque pior do que o pior que vc tem, é descobrir, de repente, que você não tem mais nada. E que tinha e jogou fora. E que as pessoas já morreram e que vc não tem mais como consertar agora o que vc não soube consertar quando podia mas não sabia como. E se agora você sabe como mas não pode, não adianta saber. Não adianta querer. Nada adianta.
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[ Quinta-feira, Junho 21 ]


Novidade!

Como sou viciadíssima nessa onda de internet, achei mais um caminho: criei um Flog!
Endereço: www.amizadeecia.myflog.com.br

Sejam bem-vindos! E não se esqueçam de comentar: lá e aqui!!


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[ Segunda-feira, Abril 30 ]


É, não sobrou muito. Mas não era para sobrar mesmo. Não era para sobrar nada. Era para não sobrar nada. Mas do que sobrou, isso aí é o que há de menos pior. Fiquei pensando se alguém me perguntasse:
- "Como é para você?"
Eu responderia que já foi de tantas maneiras... Uma pior que a outra. Agora nem sei mais. Acho que não é nada. Minha teoria de que "ao olharmos para o lado sempre tem alguém em situação pior" já foi por água abaixo há muito. Porque poderia ser pior não ter um braço, ou ser cega... Mas não sei como seria, pois tenho os dois braços e enxergo muito bem. Então não sei como seria. Sei como é para mim "a dor e a delícia" de ser como sou. Muitas dores. Algumas delícias. Mais dores, e dores, e dores e só.
Mas "de lá" foi isso que sobrou. Muito menos do que em mim.





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[ Sábado, Abril 28 ]


Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível,ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

"Pedras no caminho? Guardo todas, um dia poderei construir um castelo..."

Fernando Pessoa

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[ Quinta-feira, Março 29 ]


Oração Diária da Mulher

Querido Deus
Até agora o meu dia foi bom:
Não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica.
Controlei minha TPM, não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes... Não comi chocolate... Também não fiz débitos em meu cartão de crédito e não dei cheques parcelados.
Mas estou para levantar da cama a qualquer minuto.
E aí sim...Vou precisar realmente da sua ajuda !!!!
Amém !
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[ Quinta-feira, Março 22 ]


É, muito tempo mesmo sem escrever por aqui. Por quê? Não foi falta de tempo. Foi falta de vontade. Por quê? Não sei. Aliás, por que de vez em quando simplesmente não temos "vontade" de alguma coisa? Minha cabeça não consegue acompanhar meus verdadeiros desejos. Sei que preciso fazer algo, mas não faço. Já ouvi há muitos anos que sou a primeira a me "boicotar". E é verdade! Posso fazer muito mais do que faço; posso ser muito mais do que sou. Sei o certo e o errado e minhas escolhas nem sempre são as melhores... Mas por quê? Que escolhas são essas que fazemos e que levam nossa vida para um lado ou para outros? Como teria sido se minhas escolhas na vida fossem diferentes? Pois é. Jamais saberei. Mas sei desde já que muitas e muitas vezes escolho errado ou, simplesmente, não escolho. Por falta de vontade.
Se a falta de vontade é de "escrever", é fácil e não atrapalha em nada minha vida, mas... e as "outras" escolhas? Será que não me fazem tão sozinha, ou tão desinteressante, ou tão desinteressada a ponto de estar tão sozinha? E por que reclamar disso; dessa solidão interna e externa, desse "descaso" comigo mesma?
Perdi a vontade de continuar escrevendo.

Passei por aqui e quero deixar minha amizade:

[ Domingo, Janeiro 21 ]


Aproveitando o domingo sem sol, resolvi dar um passeio pelos tempos mais iluminados da minha vida. Pensei, pensei, pensei... e decidi que para começar tudo de novo, de um princípio mais certo, deveria voltar ao pátio da escola. Sonhei tanto, passeando por aquele pátio, entre aquelas árvores, naquele jardim... Olho de cima agora e vejo o jardim central. Mesmo de dentro das salas eu continuava sonhando no jardim. Lembro das roseiras, do banco, do caminho de pedras que recortava a grama para atravessá-lo de um corredor a outro... Lembro da chuva quando caía e deixava todo colorido muito mais viçoso...
Um jardim, um pátio, o terreno. Lá no fundo uma árvore enorme... Sombra e calma.
Já andei de bicicleta em torno dela, já sentei nas escadarias de madeira olhando relâmpagos pelo vitrô no alto da porta, já sentei embaixo da escada, já subi pendurada no corrimão pelo lado de fora, já abracei com carinho o pescoço da D. Afonsina e também já enfiei o deno nos seus ouvidos, olhos e nariz!
As mesas de madeira enormes e cumpridas da sala de artes comportaram nossa criatividade e imaginação enquanto sentíamos o cheirinho do arroz com peixe que vinha da cozinha bem ao lado...
Quanta saudade... Em que parte do caminho daí até a Carolina Santos escolhi trilhas ou peguei desvios e me perdi de mim?


Passei por aqui e quero deixar minha amizade:

[ Segunda-feira, Janeiro 1 ]





É, começou o ano. Ano Novo. Nada de vida nova, mas aquela história de "dvidir o tempo em fatias para industriar a esperança", por incrível que pareça, faz sentido. Vamos "começar de novo". Como se fosse "outra coisa". Retomar o fôlego e retomar o caminho. Vamos lá.


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[ Sexta-feira, Dezembro 29 ]


São meus olhos que me enxergam; são minhas mãos que me acariciam; são meus braços que me envolvem; são minhas pernas que me carregam; são minhas lágrimas que me consolam e minha força de vontade que me sustenta. Minha solidão me acompanha e não me deixa só. Só. Sozinhas as pessoas nascem e não é por acaso. Sozinhas vão se desenvolvendo e ninguém pode ajudar ou interferir: o processo de crescimento é individual e independente. Solitário. E não é por acaso.
É porque essa história de viver em sociedade é coisa da cultura. Cada um vive sozinho. Está lado-a-lado com outros, mas vive sozinho. Morre sozinho. Estará sempre sozinho quando pensar, sentir, sofrer, decidir ir em frente ou não. Quando colocar-se a dormir e deixar do lado de fora de seus sonhos e pesadelos a autoridade alheia. Dorme, sonha - ou não - e é feliz - ou não - sozinho.
A cultura faz com que se busque companhia, reforço, esperança, cuidado no outro. Não é possível. Só se "o outro" quiser. Sozinho também.
E se não quiser estar junto; se não quiser ajudar; se não for importante para ele o seu momento... este será SÓ o seu momento.
Sentir-se sozinho é o natural. Porque se é MESMO é sozinho. E sempre é tempo de aprender a ser assim. Sozinho. Sozinho no mundo, sozinho na vida, sozinho na morte. Porque ninguém pode mesmo "SER" por você; viver por você ou morrer por você. Então é melhor já ir se acostumando desde o início. Se eu tivesse um filho (se eu tivesse alguém) ia passar isso desde sempre: 'ser sozinho' é como se tem que ser. Há os amigos; há os parentes (para quem os tem); há os vizinhos; há os colegas... Mas o seu momento é você quem vive. Sem ninguém. Nâo há como ajudar. Até porque, o que tem importância para você em um determinado momento não necessariamente terá importância para qualquer um outros no mesmo momento; ou o mesmo "peso". Cada um é um. E um só.
Suas dores, só você as sente; seus temores, só você os têm; suas reais necessidades, só você as conhece. E se você está sempre disponível para os outros isso não quer dizer que os outros tenham que estar obrigatoriamente sempre disponíveis para você. Porque não estarão. Porque seu momento não é o dos outros, e o mundo não gira a sua volta, e não há nada de errado nisso.
O ser humano é solitário e egoísta porque não sabe o que virá depois. Seu instinto de preservação e sobrevivência ultrapassa todas as melhores intenções altruístas porque precisa cuidar de si. E ainda chamam isso de auto-estima! E se você não se colocar em primeiro lugar sempre; se não disser que "a pessoa mais importante para você é você mesmo", se não estiver pronto a pensar em si mesmo antes de enfrentar qualquer situação por outra pessoa, enfim se você não for "ético" (chamam isso de ética!) com você mesmo em primeiro lugar, "dizem" que não será capaz de "amar" ninguém porque não se ama.
Eu já penso diferente. Acho que se você ama alguém, você ama. E precisaria necessariamente ultrapassar a si mesmo por esse alguém. Mas tenho comprovadamente algum problema. Aliás, "algum", não: MUITOS!
Porque faço tudo pelos outros; porque quero ver os outros felizes; porque não penso em mim na hora de ajudar ou ceder algo; porque para mim a pessoa mais importante sempre foi e sempre será o meu amigo (porque tenho problemas, e eles, com certeza, não têm solução mais...). Sou digna de pena. Porque não gosto de mim. Porque não me amo. Conseqüentemente, minha auto-estima é um lixo.
Mas choro de alegria quando vejo uma atitude generosa de alguém; ou quando sei que uma pessoa cresceu, superou suas dificuldades e se deu bem na vida; ou quando vejo a alegria de alguém ou de um povo. Em finais felizes de novelas, independente do horário. Ou em finais de campeonato ou disputas de medalhas, quando os atletas comemoram - solitários ou não - seu sucesso. Quando ouço o hino nacional de qualquer país ser cantado com orgulho por seu povo; ou quando vejo mães fazendo carinho nos filhos ou pais fazendo carinho nas mães, ou filhos sorrindo e sendo acolhidos pelos pais. Pronto. Tudo isso me faz chorar porque a felicidade dos outros me comove muito! Como se eu agradecesse a Deus por alguém ser feliz!
Um alguém qualquer. Qualquer alguém.
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[ Terça-feira, Dezembro 26 ]


E foi-se o Natal!

O Natal se foi. Este ano, diferente: na casa do Henrique! Um novo lar. Uma nova família. Recebendo em casa - com alegria - seus convidados. Obrigada. Sei o quanto esse momento foi importante. Obrigada. Sei o quanto foi desejado. Obrigada. Sei que será o primeiro de muitos e muitos outros, que podem até não ser lá, mas ESSE foi. Obrigada. Participar com vocês de tudo isso foi uma honra. OBRIGADÍSSIMA!!!



E para aqueles que não têm o hábito saudável de ler o dicionário da vida....

Estes verbetes....


NÃO ESTÃO NO AURÉLIO


ABANDONO: Quando a jangada parte e você fica.

ADEUS: O tipo de despedida mais triste que existe.

ADOLESCENTE: Toda criatura que tem fogos de artifício dentro dela.

ARTISTA: Espécie de gente que nunca vai deixar de ser criança.

AUSÊNCIA: Uma falta que fica ali presente.

FOTOGRAFIA: Um pedaço de papel que guarda um pedaço de vida nele.

FILHO: Serzinho adorável e todo seu, que um dia cresce e passa a ser todo dele.

GELO: Aquilo que a gente sente na espinha quando o amor diz que vai embora.

LEALDADE: Qualidade de cachorro que nem todas as pessoas têm

LÁGRIMA: Sumo que sai dos olhos quando se espreme um coração.

OUSADIA: Quando o coração diz para a coragem "vá" e a coragem vai mesmo.

FELIZ 2007!!!


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[ Sábado, Dezembro 16 ]




Sabe que ainda não deu tempo de cair a ficha de que domingo que vem já é véspera de Natal? Para mim ainda falta uma eternidade para o ano acabar!
Ontem fizemos uma confraternização de alunos da 4a série e da 8a lá na escola, e o dia foi uma loucura! Muitas crianças, emoção, alegria, dança, fotos, brincadeiras, teatro da 4a. série, demonstrações públicas de amizade dos alunos, de carinho dos professores... Muito legal! Mas uma trabalheira só o dia inteiro... Cheguei em casa, tomei um banho (aliás, dois ou três banhos em um só!), deitei no ar condicionado e acordei hoje!
Ainda não são 8 horas e eu já preciso começar a pensar no meu dia e na minha agenda final de compromissos para 2006:
HOJE: Colação de grau da Joice!
Segunda-feira: Conselho de Classe
Terça-feira:
Entregar os Conceitos fechados na CRE
Confraternização dos professores e funcionários da escola (19h, Rodízio de Petiscos - vou comer MUITA lula!!!)
Quarta-feira e Quinta-feira:
Divulgação dos resultados para os alunos
Sexta-feira:Recesso. E aí começa o meu Natal... Mas já é dia 22/12! Preciso me apressar!
Aniversário do Paulo da Rosângela: jantar cheio de risos, brincadeiras e alegria, aposto!
Sábado:Festa de aniversário do Rafael da Arminda. Estaremos lá, com certeza, como todo ano, desde que ele nasceu!!!
Domingo:É véspera de Natal. Será que ainda estarei fazendo compras???
Segunda-feira: Jingle Bell!!! Está sendo anunciado um Natal de festa: Casa nova do Carlinhos; será?
Terça-feira:Colocar a casa em ordem! Preciso arrumar meu quarto!
Quarta, Quinta... :Praia? Parece uma boa idéia... minhas férias!!!
Sexta-feira:Bodas de Prata da Solange!!! Homenagem no Play da irmã dela.
Sábado:Dormiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiirrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr....
Domingo:Último dia do Ano! Onde será????
Segunda-feira:Todas as segundas-feiras deveria ser feriado!!!!! HOJE É FERIADO!!! Quero fazer algo diferente este ano! Preciso pensar!


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[ Domingo, Novembro 26 ]


E ontem, um dia mais que especial...


casamento do Henrique e da Elaine!
Uma cerimônia linda que mostrou a imensa alegria dos dois. Foi tudo lindo! A emoção, os sorrisos, o compromisso com prazer, a leveza... As bênçãos de Deus foram muitas!
A família que se inicia será forte no amor; segura, em seus caminhos e certa em suas escolhas como tem sido até aqui. Viajaram para Campos do Jordão. Hoje faz 17º lá; temperatura ideal para o Henrique, que adora frio, e o melhor lugar do mundo para a Elaine, que adora o Henrique e tudo que queria hoje era estar lá com ele, tenho certeza!
A família que ficou aqui está feliz. Feliz por todas as conquistas feitas até aqui; feliz pelo tanto que podem multiplicar ainda dessa felicidade, os dois. Feliz porque eles são e serão sempre muito felizes de verdade!
E quando voltarem... começa o primeiro dia do resto de suas vidas. Para sempre.





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[ Segunda-feira, Novembro 20 ]



Hoje é feriado. Só que esse foi muito diferente do último! Não parei nem um minuto!!!
Sexta à noite teve lanche na Cláudia, para eu e Rosangela entregarmos os presentes do Henrique e da Elaine... lanchinho até 1h da manhã...
Sábado fomos com Guilherme e Graça ao Mercado São Pedro. Comi todo camarão do mundo!!! E à noite ainda teve aniversário da D. Ivete, mãe da Betinha!
Domingo, na casa da Helena. Bem família! Almoço, bate-papo, até 19h... De lá para a casa do Henrique: o apartamento já está arrumado e lindo! Tudo em seu lugar, combinando, bonito, bonito! E nesse mesmo dia, lanche na Cláudia! Ficamos conversando até... 23h!
Hoje eu jurava que não ia acontecer nada, pois a metereologia anunciou chuva para atrapalhar meu feriado. Pois bem: o dia amanheceu meio fusco-fusco, mas depois abriu o sol e... FOMOS À PRAIA! Na verdade, eu deveria ter me preocupado mais com aquele primeiro mormacinho, pois fiquei um tanto "avermelhada" onde esqueci de passar protetor... Mas valeu a pena! Voltei, tomei um ótimo banho, almocei e... dormi a tarde todinha!!!
Enfim: final de semana PER-FEI-TO!!!


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[ Quarta-feira, Novembro 15 ]



Hoje é feriado. Estava aqui bisbilhotanto o Orkut em uma manhã chuvosa, fria e chata de quarta-feira quando acabei indo parar nos profiles de pessoas que passaram pela minha vida e foram meus amigos mas não ficaram. Marcaram presença, sim, mas não ficaram. Por quê? Porque lidar com "gente" é muito difícil! Às vezes as pessoas pensam que você precisa ser mais do que "bonzinho", você precisa ser idiota, e se surpreendem quando você dá seu grito de independência e mostra que elas não podem tudo, mas que você pode estabelecer limites bem claros para sua vida. Outras vezes as pessoas te cobram tanto que você se sente sufocada e tem vontade de sair correndo de perto! Eu saio. E aí, quando você volta... foi-se o amigo. Outras vezes você perde esses "amigos" no tempo e no tempo do cotidiano. E eles não mais fazem parde da sua vida, ainda que, quando do reencontro, vocês pareçam parceiros que nunca se separaram! Mas fica um travo na garganta, e eu tenho medo de novamente me envolver e perder de novo.
É muito engraçado, mas hoje tenho certeza de que o "problema" sou eu. Faço amigos com muita facilidade, mas não tenho a capacidade de mantê-los, embora saiba que muita gente gosta de mim. E aí o tempo vai passando e não tenho mais coragem de voltar. Prefiro ficar com as lembranças do passado e da saudade, quando eu tinha certeza de que eram meus amigos. E mesmo aqueles que sei que não são mais mesmo meus amigos, esses ainda mais: gosto de ficar com as lembranças do que foram e do que fui.
Me imagino bem velha e sozinha. Sozinha, não: que com a facilidade que tenho para fazer amigos, também na velhice os farei - velhos ou jovens -, tenho certeza. Mas não serão os mesmos de hoje ou do passado. Sei que não. E sentirei falta deles. Como sinto hoje. Penso onde estarão e o que estarão pensando de mim. Talvez pensem bem. Não sou ruim para eles hoje. Mas não saberão se estou bem ou não, embora pensem que estarei, sim. Mas estarei? Ou estarei como hoje, pensando neles e na minha incapacidade de mantê-los por perto em harmonia?
Deixo mais rapidamente os que gosto mais, pelo medo de que me deixem antes. Aprendi isso com umas amizades da faculdade: me deixaram sem que eu percebesse a razão - que não sei até hoje -, mas são capazes de me tratar com civilidade, quando nos encontramos.
Meus amigos de escola me chamam para sair mas nunca vou. Não sei como será estar com eles de novo...
Me afasto as pessoas que de alguma maneira me magoaram. Uma questão de auto-defesa e preservação. Fico pensando se não deveria ser novamente a idiota que deixa tudo. Assim não estaria tão sozinha e as pessoas estariam satisfeitas comigo... Será?
Aprendi criança que precisava de dinheiro para comprara felicidade. E hoje se não tenho dinheiro não me sinto capaz de fazer os outros felizes para que eu esteja feliz também. Estranho, não? Mas é.
Estou um pouco confusa. Tenho muitos amigos mas não tenho.
Gostaria que as pessoas me respeitassem mais, valorizassem o que falo e sinto, minha competência, inteligência. Sei que elas existem, com certeza, mas sei também que apenas minha enorme auto-estima as sustenta. E não tem sido suficiente para mim.
É incrível a facilidade com que as pessoas que hoje te idolatram amanhã te ignoram e até têm raiva de você e ainda te vêem tâo diferente do que você é!
Hoje tenho três convites. Quero ir a todos e não quero ir a nenhum. Que estranho...

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[ Segunda-feira, Novembro 13 ]





Ontem fui ao Kinoplex (Nova América) assistir o filme. Esperava mais. A performance das crianças é delicada e competente, mas o enredo é fraco, repetitivo e sem surpresas. Sinceramente, para mim daria um bom curta. Duas ou três cenas (se tanto) de um Paulo Autran é uma maldade! O site do filme é super bem produzido; uma visita cuidadosa dá conta da produção... E sobre os anos de chumbo... fica para a próxima!

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[ Domingo, Outubro 29 ]


Meus candidatos perderam...
...portanto, agora sou Lula e Sérgio Cabral desde pequenininha, porque acho que somos mesmo todos responsáveis por esse país, independente de partidos ou políticos que se elejam. Precisamos torcer para dar certo, e não para dar errado, pois do contrário o prejuízo é só nosso, uma vez que "eles" que são eleitos contra a minha vontade passam, e eu... FICO!

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